10.02.15
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'Insulina inteligente' demonstra importantes avanços em testes
Injeção que teria efeito por 14 horas teve bons
resultados em roedores.
Testes para tratar diabetes tipo 1 podem começar em até dois anos.
Seringas para aplicação de insulina
Um tipo de insulina experimental
"inteligente", que atua por 14 horas, demonstrou avanços em ratos de
laboratório e pode ser aprovada para provas em pessoas com diabetes tipo 1 em
dois anos, afirmaram pesquisadores nesta segunda-feira (9).
O produto, conhecido como Ins-PBA-F, e desenvolvido
por bioquímicos da Universidade de Utah, se ativa sozinho mesmo quando os
níveis de açúcar aumentam, segundo estudo publicado nas atas da Academia
Nacional de Ciências americana.
Testes em ratos com diabetes tipo 1 demonstraram
que uma injeção pode, 'repetida e automaticamente fazer diminuir o nível de açúcar
no sangue depois de administrada aos ratos uma dose de açúcar comparável à que
consomem na hora de comer', destaca o estudo.
As pessoas com diabetes tipo 1 precisam controlar estritamente seu nível
de açúcar no sangue e aplicar manualmente injeções de insulina quando
necessário
A droga imita a forma como o organismo dos ratos
comuns volta a níveis normais de glicemia (açúcar no sangue) após uma refeição.
"É um avanço significativo na terapia com insulina", afirmou o
coautor do estudo, Danny Chou, assistente do professor de bioquímica da
Universidade de Utah. "Nosso derivado de insulina parece controlar o
açúcar no sangue melhor do que qualquer outra coisa disponível para pacientes
com diabetes", afirmou.
As pessoas com diabetes tipo 1 precisam controlar
estritamente seu nível de açúcar no sangue e aplicar manualmente injeções de
insulina quando necessário. Qualquer erro ou lapso pode levar a complicações,
que incluem doenças cardíacas, cegueira e, inclusive, a morte.
O Ins-PBA-F é uma versão modificada quimicamente de
um hormônio de origem natural. Diferencia-se de outros tipos de "insulina
inteligente" em desenvolvimento, que usam barreiras baseadas em proteínas
como géis ou revestimentos que inibem a insulina quando o nível de açúcar no
sangue está baixo.
Os primeiros testes em humanos poderão começar
entre dois e cinco anos, assim que forem realizados mais testes de segurança de
longo prazo em animais de laboratório.
Fonte G1
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